A discussão durou longas horas na tarde de ontem, e continuou na manhã desta sexta-feira, durante o quarto dia do evento
Os quase 700 professores e professoras, depois de exaustivos debates na tarde e na noite de ontem, dia 6 de fevereiro e na manhã de hoje, sexta-feira, dia 7 aprovaram a construção da greve das universidades públicas, a partir do primeiro semestre de 2020. A decisão ainda terá que passar pela aprovação via assembleias de base, que vão ser realizadas nacionalmente até o dia 13 de março.
A categoria docente também aprovou textos de resolução (TRs) sobre os mais variados temas. Quando se fala sobre a greve, os(as) docentes aprovaram um ítem que fala sobre “envidar esforços para a construção da greve dos Servidores Públicos Federais com servidores estaduais, municipais, em articulação com entidades e organismos dos trabalhadores no primeiro semestre de 2020, tendo na greve do dia 18 de março um dia fundamental para mobilizar”. O dia 18 de março vem sendo discutido e articulado, em âmbito nacional, como um dia de Greve Geral da Educação.
Para o delegado e presidente da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN, Cristiano Engelke é importante esclarecer o que foi aprovado durante o evento na USP. “Devido aos inúmeros ataques do governo federal, os docentes deliberaram a construção da greve a partir do primeiro semestre de 2020. Vale lembrar que isso necessariamente não quer dizer que já estamos em greve, mas sim o indicativo para que se discuta nas bases em uma rodada de assembleias até a primeira quinzena de março. A partir daí provavelmente devemos confirmar a greve nacional dos docentes em nosso país”, explicou.
CALENDÁRIO DE LUTAS
Após ser discutido nos grupos mistos de trabalho, o calendário de lutas foi debatido na plenária do tema 2 "Plano Geral de Lutas dos Setores". As datas aprovadas por unanimidade na plenária desta sexta-feira, dia 7 de fevereiro são:
- 11/02: Lançamento da campanha nacional dos SPF;
- 12/02: Ato em defesa dos Serviços Públicos (FONASEFE e Setor da Educação) – Auditório Nereu Ramos do Congresso Nacional;
- 13/02: Ato em defesa dos Serviços Públicos junto aos parlamentares (FONASEFE) – Congresso Nacional;
- 14/02: Ações nas agências contra o desmonte do INSS;
- 21 a 25/02: Bloco na Rua em defesa da educação pública;
- 08/03: Dia Internacional da Mulher. Paralisação, mobilização e ações;
- 13/03: Data limite para a realização de assembleias sobre a Greve Geral nas Associações Docentes do ANDES-SN;
- 14/03: Dia Nacional de Luta contra a criminalização dos movimentos e lutadores sociais: dois anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes;
- 14 e 15/03: Reunião dos Setores do Andes-SN para debater greve;
- 18/03: Greve Geral da Educação;
- 01/05: Dia do (a) trabalhador (a);
- 28/06: Dia Internacional do Orgulho LGBTTi;
- 25/07: Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha;
- 21/09: Dia de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência;
- 28/09: Dia Latino-americano de Luta pela Legalização do Aborto;
- Outubro: Dia Nacional de Combate ao Assédio nas IES (universidades federais, estaduais e municipais, institutos federais, CEFET);
- Novembro: Dia Nacional de Combate ao Racismo nas IES (universidades federais, estaduais e municipais, institutos federais, CEFET).
DELIBERAÇÕES
Como o Congresso do ANDES-SN delibera suas resoluções para as lutas do ano, além da greve, outros textos de resolução foram votados e aprovados. Assuntos como a defesa da autonomia universitária e das eleições diretas para reitores e diretores, a continuação das mobilizações contra os ataques do governo, em unidade com outros servidores, a luta contra as emendas constitucionais e as propostas de emenda à constituição da Reforma Administrativa, entre outros.
Também foram discutidos e aprovados a continuidade da luta pela imediata recomposição orçamentária das universidades, institutos federais e CEFET e à luta contra qualquer corte ou contingenciamento no repasse orçamentário das universidades, institutos federais, CEFET e agências públicas de fomento à pesquisa. Outro ponto aprovado e reiterado pelos docentes foi a intensificação da luta contra o ‘Future-se’ e o Programa Novos Caminhos ou qualquer projeto alternativo com princípios similares, reafirmando a defesa do projeto de universidade pública, IF’s e CEFETs constante no Caderno 2 do ANDES-SN;
NÚMEROS ATUALIZADOS
A diretoria do ANDES-SN atualizou os números dos participantes do 39° Congresso, tendo um total de 686 pessoas, o que torna este um dos maiores eventos já realizados pelo Sindicato Nacional. Participam 86 seções sindicais, 460 delegados(as), 178 observadores(as); 14 convidados(as); 34 diretores(as) do ANDES-SN.
Assessoria APROFURG