Na oportunidade também foi discutido a curricularização da extensão



Na manhã de ontem, dia 7 de fevereiro, a Aprofurg - Seção Sindical do ANDES-SN realizou a continuação da última assembleia geral, que ocorreu no dia 31 de janeiro. Os professores e as professoras se debruçaram sobre dois pontos de pauta: a “Curricularização da Extensão” e “Construção de uma greve geral dos (as) Servidores (as) Públicos (as) Federais - SPF”, que foi aprovada por maioria dos(as) sindicalizados(as) presentes na reunião on-line.

 

Pontualmente às 9h30min, a presidenta da Aprofurg, Marcia Umpierre deu início às conversas sobre a curricularização da extensão, uma proposta de minuta enviada pela pró-reitoria de extensão da FURG. Diversas intervenções de professores e professoras foram realizadas sobre o tema, além da leitura dos documentos disponibilizados pela universidade. “Nós da Aprofurg defendemos a extensão universitária, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, e sabemos que este tema é muito importante e que esses processos sejam compreendidos por toda a comunidade”, explicou Marcia.  Ela disse, ainda, que o sindicato defende uma extensão popular, aquela que resgata um pouco dos processos de compreensão da comunidade e das políticas públicas.

 

Depois dos debates, foi colocado em regime de votação a confecção de um documento com as reivindicações e questionamentos da categoria acerca da curricularização da extensão. Por unanimidade, os professores e as professoras aprovaram o encaminhamento junto à gestão da FURG. “A nossa preocupação é que essa extensão atenda à política de extensão da universidade. Por exemplo, que exista uma equipe adequada para atender as demandas, que o orçamento seja condizente para atender as propostas das atividades de extensão. Além disso, que a extensão atenda de fato a comunidade, visando atuar como universidade socialmente responsável, para o seu entorno, para as comunidades tradicionais, e que olhe efetivamente para uma mudança na qualidade de vida das pessoas que vivem no entorno da universidade”, completou Marcia.

 

A FURG vai realizar um “Seminário institucional para o debate da inserção curricular da extensão nos cursos de graduação da FURG”, no próximo dia 14 de fevereiro, entre 14h e 19h. A atividade terá transmissão ao vivo pelo endereço  https://www.youtube.com/FURGoficial

 

GREVE

Já o segundo ponto de pauta da assembleia geral foi a construção da Greve dos Servidores Públicos Federais - SPF. O ANDES-SN solicitou para que todos os sindicatos realizassem assembleia geral de base para avaliar uma greve nacional, a partir do dia 9 de março. 

 

A pauta unificada das categorias que integram o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) prevê um reajuste de 19,99%. O índice é referente às perdas acumuladas desde o início do governo Bolsonaro, de janeiro de 2019 a dezembro de 2021, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA/IBGE). No entanto, sem reajuste desde 2017 e com perdas salariais desde 2011, as servidoras e os servidores acumulam uma defasagem nos salários de 49,28%. Além da recomposição imediata de 19,99%, a pauta apresentada pelo Fonasefe também cobra a derrubada da PEC 32 e a revogação da EC 95. 

 

Durante o debate, várias reflexões foram compartilhadas pela diretoria da Aprofurg - Seção Sindical do ANDES-SN e pelos (as) docentes da base do sindicato. Vale ressaltar que este movimento de construção de greve está sendo puxado por todas as categorias de servidores públicos federais do país, e não somente pelos servidores da educação. Após este momento, foi colocado em regime de votação pela construção ou não da greve dos SPF. Por maioria, a base escolheu pela construção da greve. Agora, o resultado é enviado para o ANDES-SN que vai reunir todas as informações dos sindicatos do país e, a partir disso, poder deliberar sobre a construção de greve unificada dos(as) servidores(as) públicos(as) federais. 

 

A decisão, em assembleia, pela construção da greve não significa a sua deflagração imediata, mas sim a sinalização ao governo que existe essa possibilidade ou a abertura de negociação para evitá-la, a partir das reivindicações que serão apresentadas. A deflagração da greve, agendada pelas entidades envolvidas para iniciar no dia 9 de março, deverá ser aprovada em uma nova assembleia com a categoria. A greve é uma ferramenta de luta e de construção coletiva”, explicou o vice-presidente da Aprofurg, Gustavo Borba de Miranda.