Apesar da não aprovação do indicativo, os professores e as professoras decidiram continuar a discussão sobre o tema
Depois de mais de 26 meses sem assembleias presenciais, a Aprofurg - Seção Sindical do ANDES-SN realizou na tarde desta segunda-feira, dia 16 de maio, o seu primeiro encontro com a base de forma presencial. Vale ressaltar que os campi regionais de Santo Antônio da Patrulha, Santa Vitória do Palmar e São Lourenço do Sul também tiveram transmissão simultânea, com os(as) professores(as) participando de forma presencial, conforme prevê o estatuto do ANDES-SN, dando a oportunidade para os(as) docentes debaterem e discutirem as pautas de interesse da categoria.
Pontualmente às 14h30min, em segunda chamada, a presidenta da Aprofurg, Marcia Umpierre, deu início aos trabalhos. Acompanharam na mesa o vice-presidente, Gustavo Borba de Miranda e a primeira tesoureira, Magda de Abreu Vicente. Após os tradicionais informes, e a análise de conjuntura, o tema “indicativo de deflagração de greve - 23 de maio” norteou as discussões. Diversas falas dos(as) professores(as) presentes contribuíram para o entendimento e a elucidação sobre o tema. O primeiro encaminhamento foi pela aprovação, ou não, do indicativo de deflagração de greve. Com algumas abstenções, o indicativo não foi aprovado. Já na segunda votação, a categoria decidiu por unanimidade continuar a discussão sobre o tema da greve, salientando as reivindicações da categoria, como o reajuste salarial de 19,99%, e a revogação da Emenda Constitucional 95.
“Hoje os docentes não acataram o indicativo de greve indicativo de que anteriormente havia sido apontado pela categoria, porque esse é um momento que nós debatemos que seja de fundamental importância estarmos retomando as nossas atividades presenciais. A gente entende que a comunidade estudantil ficou um longo período de pandemia distante do ambiente acadêmico, e é fundamental acompanhar esse retorno e estar dentro da sala de aula”, explicou a primeira tesoureira Magda de Abreu Vicente.
Entretanto, a categoria continua mobilizada, mas de outras formas, segundo a diretoria da Aprofurg. “Nós docentes também passamos por dois anos de pandemia, portanto a luta pelo reajuste salarial e a manutenção da universidade para todos é essencial. Nós não vamos deixar de fazer o enfrentamento de outras formas, seja através das mídias, seja através das nossas campanhas salariais, ou através do nosso diálogo com a comunidade”, reforçou.