EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL - 17/10 - 9H30MIN
Ficam os(as) Docentes da Universidade Federal do Rio Grande - FURG e IFRS - Campus Rio Grande convocados para a Assembleia Geral a ser realizada no dia 17 de outubro, segunda-feira, na sede da APROFURG*, às 9h30min em primeira convocação, e, 10h, em segunda convocação, com qualquer quorum.
Pauta:
- Informes;
- Análise de conjuntura;
- Deliberação de Paralisação do dia 18 de outubro;
- Liberação do Fundo de Greve para o custeio de atividades de mobilização e luta;
- Posicionamento da Aprofurg com relação ao 2º Turno das eleições nacionais;
- Assuntos Gerais;
O não comparecimento de vossa senhoria implicará no acatamento de todas as decisões tomadas na Assembleia.
* Seguindo uma deliberação do 39º Congresso do ANDES-SN, as assembleias serão descentralizadas. As salas nos campi de Santo Antônio da Patrulha, Santa Vitória do Palmar e em São Lourenço do Sul serão divulgadas posteriormente.
Rio Grande, 13 de outubro de 2022
Marcia Borges Umpierre
Presidenta
Nota oficial Aprofurg e Aptafurg (13.10.22)
Nota oficial Aprofurg e Aptafurg (13.10.22)
Vimos por meio desta nota informar à comunidade acadêmica da Furg e do IFRS – Campus Rio Grande, sobre os motivos que nos levaram a cancelar o transporte para a aula pública que ocorreria em Pelotas na data de 11.10.22.
A atividade estava sendo organizada pela reitoria da UFPEL e, na manhã do dia 11, recebemos a informação de que o ato não seria mais realizado em função das más condições climáticas. Por esse motivo houve a necessidade de tomarmos uma decisão difícil que foi a de cancelar o transporte para Pelotas.
A decisão tomada por nós, das diretorias da Aprofurg e Aptafurg, não foi fácil em função das muitas implicações que recairiam às entidades que dirigimos, mas levou em consideração a necessidade de sermos ágeis para avisar a todas as pessoas que se deslocariam a Pelotas e cancelar o transporte. Cabe destacar o cuidado que devemos ter, enquanto entidades sindicais da educação, ao assumirmos a responsabilidade de todas as vidas que estariam nos ônibus fretados.
De forma alguma essa foi uma decisão política, pois nossa principal motivação foi a segurança das (dos) estudantes, docentes e técnicas (os) que iriam no transporte. Precisamos lembrar que estamos vivendo um momento muito triste da nossa democracia que se encontra diante de extremismos e de uma grave instabilidade política, principalmente, frente às eleições que se aproximam. Assim, é de responsabilidade das entidades zelar pela integridade do grupo que iria para Pelotas.
Outrossim, por estarmos em outra cidade, tínhamos informações imprecisas sobre as atividades que ocorreriam em Pelotas, uma vez que as questões que garantiriam a segurança do ato também tinham sido canceladas.
Destacamos ainda que nossa decisão de Assembleia geral unificada entre DCE, Aptafurg e Aprofurg, ocorrida no dia 06.10.22, foi por participar da atividade que, em primeiro momento havia sido cancelada, o que compromete financeiramente nossa instituição.
Os cortes, a destruição da Universidade, do serviço público e das políticas públicas da educação permanecerão, por isso, convidamos todas as instituições representativas a permanecerem unidas frente ao inimigo comum, que é o governo Bolsonaro.
Por fim, lamentamos o fato de não termos ido a Pelotas no dia 11/10/2022, pois fizemos um grande esforço junto com as (os) docentes, estudantes e técnicas (os) para viabilizar tal ação.
Queremos ressaltar o nosso compromisso com toda a organização, quer seja jurídico/burocrática, quer seja financeiro e política para com as ações para o ato do dia 18/10, a ser deliberado em Assembleia próxima.
Continuamos juntas, juntos e juntes, prezando sempre pelo respeito às construções coletivas e às entidades representativas.
Saudações de dias melhores.
Diretorias da Aprofurg e da Aptafurg.
ASSESSORIA JURÍDICA INFORMA - USO DE ADESIVOS E CAMISETAS – MANIFESTAÇÃO POLÍTICA – LIBERDADE DE EXPRESSÃO – ADPF 548
A/C DA DIREÇÃO DA APROFURG
PARECER
A única força legitimada a invadir uma universidade é a das ideias
livres e plurais. Qualquer outra que ali ingresse sem causa jurídica
válida é tirania. E tirania é o exato contrário de democracia.1
OBJETO: USO DE ADESIVOS E CAMISETAS –
MANIFESTAÇÃO POLÍTICA – LIBERDADE DE
EXPRESSÃO – ADPF 548
I – DO PARECER
Consulta-nos a APROFURG a respeito da possibilidade ou não da utilização de adesivos/camisetas por parte dos docentes que representem alguma manifestação política, indicando ou não algum candidato, independentemente de qual seja.
Não há ilegalidade na utilização do referido material.
Em ordem de hierarquia, diversas normas devem ser citadas como fundamento.
O artigo 5º, Inciso IV e IX da Constituição Federal de 1988 têm a seguinte disposição:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
1 https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=15344606689&ext=.pdf
Sobre o tema, necessário trazer novamente neste novo parecer a importância do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da Ação de Descumprimento de Preceito Federal n. 548.
Nela, está assegurada a impossibilidade de que sejam exarados atos administrativos que visem, em universidades públicas ou privadas, “o recolhimento de documentos, a interrupção de aulas, debates ou manifestações de docentes e discentes universitários, a atividade disciplinar docente e discente e a coleta irregular de depoimentos desses cidadãos pela prática de manifestação livre de ideias e divulgação de pensamentos nos ambientes universitários”.
Alguns trechos do voto da Relatora Ministra Carmen Lúcia no julgamento da ADPF 548 elucidam o tema:
O respeito aos direitos e às liberdades é o coração do Estado de Direito. O respeito à exposição do livre pensamento por particulares ou, mais ainda, pelos agentes estatais é da dinâmica democrática. Sem respeito não se conversa, se combate. Não há sociedade que se sustente vivendo em estado de rixa, ao invés do diálogo; de conflito, ao invés de consenso; de confronto, ao invés de consenso. O diferente faz parte. Aliás, o diferente faz cada ser humano ser o que ele é. a diferença torna cada ser humano único porque desigual em sua identidade, conquanto igual em sua dignidade. A falta é que nos faz, porque ela agrega e nos aproxima do que é a carência a ser suprida.
Ato contínuo, a Relatora afirma que a liberdade de pensamento não é um favor do Estado, mas, sim, um direito que deve ser protegido por ele, até mesmo em situações que lhe é contrário:
Liberdade de pensamento não é concessão do Estado. É direito fundamental do indivíduo que a pode até mesmo contrapor ao Estado. Por isso não pode ser impedida, sob pena de substituir-se o indivíduo pelo ente estatal, o que se sabe bem onde vai dar. E onde vai dar não é o caminho do direito democrático, mas da ausência de direito e déficit democrático.
Ademais, todas as permissões garantidas pela Constituição Federal de 1988 e pela sua interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal em nada conflitam com as proibições postas no Artigo 73 da Lei 9.504/97.
Entretanto, é necessário se fazer um contraponto.
Não é permitida a utilização de e-mails institucionais, pelo Poder Público suportados, nem mesmo a utilização de materiais de propaganda política em veículos oficiais.
Tal vedação está prevista na Lei 9.504/97, bem como regulamentada tanto pelo Governo Federal, através da Instrução Normativa n. 1, de 11 de abril de 2018, como pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG, dando publicidade a Instrução em seu sítio eletrônico2.
2 https://www.furg.br/noticias/noticias-institucional/furg-adequa-seus-canais-de-comunicacao-durante-o-periodo-eleitoral
Outro aspecto diz respeito ao ofício SEI 269/2022 da Justiça Eleitoral, que diz ter recebido denúncias de “distribuição de panfletos de campanha em ambientes dentro da universidade, tais como espaços de convivência e casa do estudante”; e cita a impossibilidade de tal situação com base no artigo 20 da Resolução 23610/19, bem como a artigo 37§2º da Lei 9504/97mencionam que "Não é permitida a veiculação de material de propaganda eleitoral em bens públicos ou particulares (...)".
O tema é controvertido, e estando as vésperas da eleição, sua reversão somente seria possível por outra orientação judicial que superasse essa.
Não existindo esta superação por nova decisão judicial, orienta-se que não se promova a distribuição de material de propaganda eleitoral.
Contudo, não está vedado o uso pessoal de bottons, adesivos, bandeiras, camisetas, etc...; o que está em tese vedado em face de decisão da justiça eleitoral local, é a distribuição com fins de propaganda eleitoral dentro de espaços do poder público.
Assim sendo, conclui-se:
- a) ainda que a liberdade de expressão individual corresponda a de um agente público (como o docente da FURG, por exemplo), está permitida a utilização de adesivos, bótons e camisetas e afins que representem a sua manifestação política pessoal, independentemente de qual candidato seja, nos termos do artigo 5º, Inciso IV e IX da Constituição Federal de 1988 bem como de acordo com a ADPF 958;
- b) manifestações políticas genéricas como as contrárias à reforma administrativa, fascismo, ditadura são perfeitamente aceitáveis e protegidas diante de nosso ordenamento jurídico brasileiro, bem como assentadas pelo intérprete máximo da Constituição Federal;
- c) é vedada, apenas, a utilização de instrumentos oficiais (e-mails institucionais, carros oficiais, redes sociais, sítios eletrônicos etc) que visem a indicação de algum candidato, seja qual ele for, de acordo com a Lei 9.504/97 e Instrução Normativa n. 1, de 11 de Abril de 2018.
- d) e, até que superada a decisão local da justiça eleitoral, estaria vedada a distribuição de material de campanha eleitoral com fins de propaganda eleitoral.
É o parecer que submetemos à consideração.
Rio Grande, 27 de setembro de 2022.
Lindenmeyer Advocacia & Associados
OAB/RS 819
Escritório Matriz na Rua Marechal Floriano, 552 Centro, Rio Grande/RS (53) 3233-7400 Chuí – Santa Vitória do Palmar – Rio Grande – Pelotas – Porto Alegre - Brasília
EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL - 05/10 - 10h
Ficam os(as) Docentes da Universidade Federal do Rio Grande - FURG e IFRS - Campus Rio Grande convocados para a Assembleia Geral a ser realizada no dia 05 de outubro, quarta-feira, na sede da APROFURG*, às 10h em primeira convocação, e, 10h30min, em segunda convocação, com qualquer quorum.
PAUTA:
- Informes;
- Balanço inicial da atuação nos últimos dez anos da CSP-Conlutas;
- Escolha da delegação da Aprofurg para o 14º Conad Extraordinário;
- Assuntos Gerais.
O não comparecimento de vossa senhoria implicará no acatamento de todas as decisões tomadas na Assembleia.
* Seguindo uma deliberação do 39º Congresso do ANDES-SN, as assembleias serão descentralizadas. As salas nos campi de Santo Antônio da Patrulha, Santa Vitória do Palmar e em São Lourenço do Sul serão divulgadas posteriormente.
Rio Grande, 03 de outubro de 2022
Marcia Borges Umpierre
Presidenta
DEMOCRACIA E DIREITO PLENO À EDUCAÇÃO PAUTAM DEBATES NO XXIII ENCONTRO DA REGIONAL RS DO ANDES-SN
Aos pés do Morro da Borússia, a Regional Rio Grande do Sul do ANDES-SN realizou no último final de semana, dias 23 e 24 de setembro o seu XXIII Encontro, no IFRS - Campus Osório. Os tradicionais ventos da região recepcionaram cerca de 30 professores e professoras de todas as seções sindicais do ANDES-SN no Estado. A democracia e o direito pleno à educação deram o norte para os debates.
Pontualmente às 19h, da sexta-feira, 23 de setembro, a mesa de abertura foi formada pelo presidente do Sindoif, André Martins, 1º VPR da Regional/RS, Carlos Pires, e pelo representante da direção nacional do ANDES/SN, Gustavo Seferian. A mediação ficou por conta da professora da FURG e integrante da diretoria da Aprofurg, Cristiane Costa.
A primeira atividade trouxe o debate sobre o aprofundamento e a radicalização da democracia. A mesa 1 contou com os professores Luiz Henrique Schuch (Adufpel), Leonardo Silva Andrada (ICH/UFJF), a professora Letícia de Faria Ferreira – (UNIPAMPA - Campus Jaguarão) e o Manoel Porto Junior (SINASEFE). A mediação ficou por conta da professora Manuela Finokiet (Regional/RS-IFRS).
“Se a gente tem uma tarefa fundamental e imediata, com vistas para aprofundar a democracia, nós temos a tarefa de fortalecer os organismos em que isso se faz e que isso é possível. A futura sociedade que pretendemos que seja de fato democrática, ela é construída na forma em que nós organizamos a nossa luta e a nossa resistência, e a substituição do que existe agora. Ou seja, não terá um momento mágico do que existe agora desapareça e uma novidade caia pronta do céu. Do nada, nada se cria”, comentou o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Leonardo Andrada.
Já a professora da Unipampa, Letícia de Faria Ferreira trouxe reflexões sobre a nossa nova e frágil democracia. “Se nós formos pensar, de fato, o aprofundamento da democracia, teremos que pensar com uma certa radicalidade na construção coletiva do estado de direito, que garanta legalmente que a instituições tenham condições de existir e funcionar, como as universidades, funai, ibama, fundação palmares, mesmo quando se depararem com os governos de direita e autoritários, porque não temos uma garantia de direito legal, para que essas instituições funcionem”, disse.
SEGUNDO DIA
O segundo e último dia do XXIII Encontro da Regional RS do ANDES-SN iniciou com a atividade cultural “Maçambique de Osório - patrimônio cultural imaterial: entre a devoção e o espetáculo", ministrada pelo professor Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior. O Maçambique de Osório é uma manifestação afro-católica, no âmbito do catolicismo popular brasileiro, que, na perspectiva teórica de Stanley Tambiah e de José Jorge de Carvalho, tem sofrido mudanças de significados uma vez que houve uma ruptura com a exclusividade do sagrado quando este foi apropriado para espetáculos com fins de entretenimento.
“A incorporação de ações, com intencionalidade política e que expande significados por meio do patrimônio cultural e seus rituais performáticos mobilizados, promove a preservação da cultura e da identidade étnica, inclusive em suas dimensões políticas. Neste processo, os símbolos e os rituais mobilizados para performances podem ser apropriados por meio de um canibalismo cultural, por vezes denominado de mascarada, ou através de ações que contribuem para a afirmação e difusão do Maçambique”, explicou Junior.
A segunda mesa do evento trouxe à tona o tema “Afirmar o direito pleno à educação”. O professor da faculdade de direito da UFMG, Gustavo Seferian e a professora da UFSM, Márcia Paixão debateram o tema, com a mediação do professor integrante da Regional RS do ANDES-SN e da base da Aprofurg, Cesar Beras.
“A gente precisa se dar conta que temos três sistemas de dominação, o capitalismo, o patriarcado e o racismo, eles ditam o modos de ser, como norma social, como as coisas precisam ser, como a gente pensa, como a gente age, quais são os lugares das pessoas no mundo, e se a gente não parar para pensar sobre isso, se a gente não se pergunta sobre essas coisas, a gente reproduz porque a gente respira, infelizmente, os três sistemas, todo o dia”, afirmou Márcia, ao iniciar a sua fala.
A professora destacou, também, que as pessoas mais vulneráveis não têm acesso à educação. “De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a evasão na educação infantil nos anos iniciais aumentou 128% em 2021, obviamente por causa da pandemia, mas também por muitas outras razões da falta de acesso. São cinco milhões de crianças em idade escolar que estão fora da escola. A partir de quatro anos as crianças precisam estar na escola, e muitas famílias não sabem disso e não conhecem os seus direitos”, complementou a professora.
O professor Gustavo Seferian foi o segundo a comentar sobre o assunto e primeiramente deu a sua versão sobre o que é direito. “Quando falamos em direito normalmente de modo mais intuitivo, a gente assimila uma ideia do que é uma textualidade normativa, algo posto, invariavelmente resultante de um gesto de poder, seja ele do poder legislativo, executivo ou do judiciário. Não é apenas desse modo que assimilamos o que é direito, ele também é tido por nós no campo da luta social, como uma protestagem individual ou coletiva, ou seja, eu tenho o direito à alguma coisa, eu tenho o direito de me manifestar e de falar o que eu bem entender”, aprofundou Seferian, explicando que o direito é uma relação social.
Ainda segundo o docente, o direito à educação pode ser compreendido em múltiplas facetas. “No que são as salvaguardas materiais para a consagração desse direito social, pensar que essas salvaguardas não são estáveis, elas são resultados do que são formas abertas e gerais. A educação é pura e simplesmente o acesso formal à educação? Não tão somente. A concepção de educação é de fato algo em disputa, e que deve ser permanentemente campeado por nós, e que também não se cristaliza, em um texto, documento ou caderno”, argumentou.
PLENÁRIA FINAL
Depois das duas mesas que debateram amplamente os temas propostos pela organização do Encontro, a última atividade foi a plenária final, na tarde do sábado, dia 24 de setembro. O tema “organização e mobilização geral'' trouxe representantes de todas as seções sindicais que compõem a Regional RS. Participaram da mesa a presidenta da Adufpel, Regina Blank Wille, o vice-presidente da Aprofurg, Gustavo Borba de Miranda, primeira secretária ANDES/UFRGS, Maria Ceci Misoczky, presidente da Sedufsm, Ascísio dos Reis Pereira, tesoureiro-adjunto do Sindoif, Claudio Enrique Fernández Rodríguez, presidente da Sesunipampa, Rafael da Costa Campos, além da mediação do primeiro vice-presidente da Regional/RS, Carlos Pires. Os(as) representantes tiveram dez minutos para dar os informes.
O primeiro a falar foi o representante do Sindoif, Claudio Enrique Fernández Rodríguez, que destacou a greve de professores e professoras da base do sindicato, com duração de 38 dias, entre os dias 23 de maio e 29 de junho deste ano. O tema central da paralisação foi os cortes orçamentários na educação federal.
O vice-presidente da Aprofurg, Gustavo Borba de Miranda comentou as ações realizadas na FURG e no IFRS - Campus Rio Grande. “Temos discutido bastante o engajamento de novos servidores e servidoras. Os novos professores não estão entrando no sindicato, e estamos pensando estratégias para trabalhar isso, para atrair e aumentar a nossa base”, disse. Gustavo ainda comentou que Aprofurg está com o processo eleitoral de escolha da nova diretoria. “Apenas a nossa chapa da situação se inscreveu, portanto seguimos para mais um biênio de gestão no sindicato”, completou.
A docente ANDES/UFRGS, Maria Ceci seguiu na mesma linha sobre a dificuldade de mobilização também em Porto Alegre. “Apesar de nós estarmos constantemente em um ambiente intimidador e de ameaças, que busca das formas mais grosseiras tolher a atividade sindical, como removendo constantemente as nossas faixas do campus central, mesmo assim, temos resistido e realizado coisas muito interessantes”, explicou. A seção sindical teve a iniciativa, com o apoio da assessoria jurídica, de elaborar uma cartilha sobre o que os cidadãos têm o direito de fazer durante o período eleitoral. “Não sei se foi coincidência, mas nós paramos de receber denúncias de atos de censura que estavam acontecendo, após a publicação do documento”, finalizou.
Já a presidenta da Adupel, Regina Blank Wille explicou que a universidade está sob intervenção e citou alguns exemplos sobre o impacto dos cortes orçamentários. “Nós não temos segurança e as portarias foram reduzidas nas unidades. Além disso, o pessoal da limpeza higieniza, entre duas pessoas, um prédio de cinco andares. Outra curiosidade é o que eles chamam de banheirista, que limpa três prédios em um dia”. Regina disse ainda que já receberam um aviso, em relação aos bolsistas de extensão, que só vão ter garantia de pagamento até o dia 31 de outubro.
“Nossos movimentos dentro da instituição, como por exemplo as nossas campanhas no campus de Santa Maria e nos outros três campi da universidade são recebidas com naturalidade e não temos tido resistência no diálogo institucional”, argumentou o presidente da Sedufsm, Ascísio dos Reis Pereira. O sindicato voltou para o trabalho presencial em abril deste ano. “Desde o nosso retorno, fizemos uma campanha em defesa da UFSM, dialogando com a sociedade da cidade e com a comunidade interna, explicando que ser da Sedufsm é defender a universidade. Nós também distribuímos materiais diversificados para a comunidade, camisetas para os sindicalizados, além de máscaras, agendas e adesivos. A partir de maio visitamos todos os campi e todas as unidades da instituição”, complementou.
Por fim, o último a falar foi o presidente da Sesunipampa, Rafael da Costa Campos. “Este ano, com todos os percalços em razão da pandemia, a gente conseguiu se organizar e levar adiante a iniciativa de uma caravana de sindicalização pelos dez campi da Unipampa. Nós viajamos de Jaguarão a São Borja, ao longo de quatro meses, com o intuito de sindicalizar, mas principalmente trazer visibilidade da atuação sindical para os próprios colegas”. O diretor também lembrou que o ano já começou intenso para os trabalhos no sindicato. “Em 12 de janeiro tivemos a publicação da portaria de demissão da professora Letícia Ferreira, um caso que estava sendo ruminado desde 2016, com uma série de autoritarismos e questões nebulosas”, finalizou.
ENCAMINHAMENTOS
Após as falas e as deliberações, ficou claro o desejo de aumentar o debate sobre a multicampia, o reuni digital e as intervenções nas reitorias. Os professores e as professoras também alertaram para os perigos do teletrabalho. Como encaminhamento, a Regional/RS vai dar continuidade, neste segundo semestre, com a campanha sobre os cortes orçamentários, tratando sobre os impactos dentro das universidades e dos institutos federais, a partir dos números levantados por cada seção sindical.
Além disso, ficou definido que as seções exijam das reitorias que não precarizem os contratos de terceirizados(as), evitando demissões e não sobrecarregando a demanda desses setores. Outro encaminhamento foi que as seções sindicais devem intensificar e protagonizar o debate sobre a permanência ou saída da CSP-Conlutas, a fim de subsidiar a discussão do próximo Conad.
PRÓXIMOS PASSOS
Está prevista para o início de novembro, uma nova reunião da regional na sede da Aprofurg, campus carreiros da FURG, em Rio Grande.
Notícias Regionais
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ANDES-SN
NOTÍCIAS DO SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR